terça-feira, 26 de abril de 2011

Gears of War 3 - Beta - ANÁLISE




  • Gears of War 3 - Beta
  • Xbox 360
  • TPS
  • Terceiro jogo da série
  • Para quem conseguiu um modo de acesso.


  • -  É preciso levar em conta em todos os itens analisados que estamos tratando de um beta, ou seja, não é o jogo completo. Entretanto, é possível perceber uma melhora no quesito cores em Gears 3 Beta. Enquanto Gears 1 era mais cinza, um tom mais obscuro, Gears 2 explodiu em cores e deixou muita gente desconfiada do porquê daqueles tons avermelhados que apareceram. Neste beta, é possível ver um meio termo entre as duas edições. Há cenários como Checkout onde os elementos formados do cenário são predominantemente cinzas, lembrando muito a primeira edição do jogo. Já em Thrashball e Trenches, o colorido toma conta mas em tons mais sensíveis, sem impactar no visual.
  • -  A experiência com o Turtle Beach x11 deixa tudo que era bom ainda melhor. Em GoW 3 Beta, a sonorização, principalmente dos tiros, ficou extremamente bem feita. A Gnhaser (vulga 12) deixou de parecer com "som de isopor" como no segundo jogo da série e retrata fielmente o que acreditamos ser uma espingarda. O efeito sonoro quando aplicamos um headshot no iminigo está, digamos, excitante! Melhoras sensíveis que fizeram diferença.
  • -  Não há mudanças significativas, ao meu ver. A essência de cover, pulos e esquivas segue a mesma desde 2006. A jogabilidade do beta, se tem, são poucas diferenças para os demais jogos. Um defeito que persiste é a dificuldade que o personagem tem em largar armas pesadas (Mucher, Mortar) e a falta de naturalidade de como ele se desfaz dela.
  • -  Utilizo o espaço de enredo para falar das novas armas. Há quatro novos equipamentos para serem utilizados. A OneShot, uma espécie de sniper ultrapotente, que tem 3 tiros, onde cada um deles se acertados desmembram o inimigo na hora. O reload é lento e a mira é extremamente precisa. A Digger Launcher, uma arma que leva seu tiro por debaixo da terra e, assim que encontra algum obstáculo, explode. Muito útil em mapas pequenos, podendo causar diversas mortes em massa. A Sawed-OFF, a chamada "12 do capeta". Uma Gnasher mais potente, com apenas três tiros, capaz de matar até quatro (sim, quatro) inimigos se estiver com o active reload. Funciona apenas se estiver perto do oponente. E a última delas é a Incendiary Grenade, com efeito menor que a Frag Grenade, mas eficiente se combinada com a Smoke. Serve como escudo em situação de apuro, já que é possível incendiar uma área por alguns segundos.
  • -  Bem, aqui com certeza é onde haverão maiores comentários. Gears of War 1 teve, para muitos, um dos melhores multiplayers, com o jeitinho brasileiro para jogar através de mensagens enviadas pela Live para combinação de salas sem os "gringos". Em Gears 2, a implementação do matchmaking colocou à prova um sistema que serviria para facilitar a vida do jogador, mas acabou virando uma várzea sem fim, com partidas minadas de lag, glitches, enfim. O beta mantém o mesmo sistema de matchmaking, mas com uma novidade. Em partidas ranqueadas, a busca é regionalizada, ou seja, a tendência de você jogar contra algum brasileiro é infinitamente maior que pegar algum gringo. "Mas eu estou na Live-US". Não interessa. A busca é pelo IP e não por região da Live. Nesta questão, há uma evidente evolução, afinal, em Gears 2 era motivo de festa encontrar brasileiros nas Ranked Matched. Desde segunda feira, quando tive acesso, não joguei uma vez sequer com americanos, somente com brasileiros. Entretanto, esta situação não se repete nas Public Matches. Dificilmente se encontra partidas que não sejam com Bot. Nem americanos, nem brasileiros. Apenas Bot. Não se sabe o motivo, se é por falta de jogadores neste modo ou pela busca que restringe aos IP's brasileiros.

    Vamos ao jogo: a Epic está liberando aos poucos modos e mapas. O que temos no momento é o seguinte: três mapas (Thrashball, Checkout e Trenches) e o modo Team Deathmatch. Há ainda mais um mapa e o modos King of the Hill e Capture the Leader, que serão atualizados assim que tivermos disponíveis. Havia a suspeita de que teríamos servidores dedicados, o que não se confirmou. Há, sim, uma pequena vantagem para o host. Pequena pois, como falei, as partidas contra brasileiros são comuns, o que torna a partida com menos atraso.

    Resumindo: houve grande melhora do matchmaking de Gears 2 para o 3, principalmente pelo fato da regionalização da busca. A procura por adversários não costuma durar mais do que 2 ou 3 minutos, tendo casos isolados quando não há um time fechado. O lag diminuiu bastante e o equilibrio entre os jogadores (atenção, isso é uma suspeita MINHA, não é confirmado) é feito pelo ratio do nível dos 5 jogadores que estão na party. Melhorou e melhorou MUITO, podem ter certeza
  • -  Não há


  • Matchmaking melhor
  • Armas novas
  • Gringos nunca mais, pelo visto
  • Balanceamento da Gnasher
  • Gráficos menos coloridos e nem tão escuros


  • Public Match ainda deixa a desejar
  • Para quem tem Bulletstrom EE, ter que acessar o beta pelo jogo é irritante as vezes
  • Restrição a poucos jogadores.


  • As impressões após uma semana de beta do Gears são as melhores. Houve o resgate das velhas e boas noites com este jogo, que pelo menos para mim haviam acabado devido ao péssimo matchmaking que Gears 2 ofereceu. Estou bastante esperançoso de que a trilogia (ao menos no universo Locust) encerre de forma digna no que tange multiplayer. O rumor de que terá um beta público fará com que você, leitor deste review, compartilhe desta opinião. E tenho certeza de que quem está participando desta experiência não tem do que reclamar.


Notas utilizadas:
  • Fantástico
  • Gostei
  • Indiferente
  • Não gostei
  • Lixo

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